![]() |
|
|||||||||
|
||||||||||
|
|
Conheça os critérios do Retrofitting.Reportagem de Otávio Nunes Como Fazer Marcílio de Azevedo, da HSE Eletrônica e Automação, de Americana (SP), ensina o caminho das pedras para um retrofitting bem-sucedido, e revela que estabelecer preço é realmente complicado e pode até inviabilizar o negócio. "Não vendemos produtos, mas serviço e tecnologia", ele esclarece. Ele diz que a empresa de retrofitting, em princípio, tem de acreditar nas informações do cliente. Porém, às vezes o proprietário garante que a máquina está boa e o técnico verifica que não. "Este erro de avaliação não é por má intenção do cliente, mas por desconhecimento de detalhes técnicos", ressalva Marcílio. Marcílio, ainda explica que em máquinas de pequeno porte o retrofitting só se justifica se for para obter uma especialização que não se encontra normalmente no mercado. "Se o cliente quer apenas a reforma, temos de ser honestos e aconselhá-lo a comprar uma nova que, pelo FINAME ficará mais fácil de pagar e terá a garantia do fabricante". Um exemplo de especialização em equipamento pequeno citado por Marcílio, foi o retrofitting que fez a pedido de uma indústria, para obter uma máquina capaz de produzir peças ortodônticas para dentistas. "O cliente não encontrou o equipamento no mercado e se importasse da Suíça seria caríssimo". Ele observa, porém, que há uma exceção em se tratando de máquinas pequenas: "em retíficas cilíndricas e planas, o retrofitting é bastante viável". Já em grandes equipamentos, assegura Marcílio, o retrofitting é sempre uma boa alternativa, seja para agregar novas tecnologias como o CNC ou também para a especialização. A HSE já fez reformas em máquinas para os setores de autopeças, siderúrgico, moldes, embalagens e até em equipamentos gráficos. Desde 1997 quando foi criada, informa Marcílio, a empresa já atualizou cerca de 60 máquinas. José Fernando Perez, da CNC Service, de Santa Bárbara do Oeste (SP), há doze anos no mercado de retrofitting, informa que a experiência é fundamental na hora de avaliar o equipamento, propor o preço e executar o trabalho. "Não podemos esquecer que uma máquina reformada terá novos recursos tecnológicos e maior produtividade, dobrando sua velocidade de trabalho ou até mais, e a parte mecânica tem de suportar estas mudanças", avalia. Para ele, a estrutura mecânica do equipamento antigo é a área mais complexa do retrofitting. "É a parte mecânica que decide o preço da reforma. Se o seu custo for muito alto, é melhor comprar uma nova". Além das mudanças mecânicas (troca de guias, verificação da velocidade do eixo árvore e outras), Perez observa que outro item fundamental é o sistema de lubrificação, necessário para que a máquina trabalhe bem com a nova velocidade que irá ganhar com a instalação de CNC e servo motores. A CNC Service, informa seu diretor, é responsável por cerca de 370 máquinas reformadas, operando normalmente no Brasil. Como exemplo de especialização, Perez cita equipamentos para lapidação de pedras preciosas, com CNC da MCS, e uma máquina que se encontra atualmente em adaptação para produzir uma peça que será fundamental na fabricação de vergalhões na Siderúrgica Gerdau. Como prestadora de serviço, a empresa tem ainda laboratório para conserto de CNCs, faz reparos em conjuntos mecânicos de máquinas-ferramenta, manutenção de motores elétricos e alinhamento em vários tipos de equipamentos. Satisfação Edson Casagrande salienta que a indústria que opera com equipamentos que passaram por retrofitting tem que ter plenas garantias sobre o serviço. "A reforma é para a vida toda e não há sentido em economizar num primeiro momento e ter dor de cabeça no futuro. Se o empresário compra um equipamento novo, o fabricante o assiste com a garantia. Com o retrofitting deve ser a mesma coisa: garantia de quem reformou e de quem forneceu os novos equipamentos instalados". Edson diz que não há fórmulas pré-concebidas para que o retrofitting dê certo. "O que existe são critérios que o proprietário do equipamento deve avaliar". Para isso, Edson elaborou uma relação de dicas, baseadas no bom senso e na experiência da MCS como fornecedora de CNCs para retrofitting, no intuito de auxiliar as empresas que desejam reformar e atualizar tecnologicamente suas máquinas. 1) Saber como seu equipamento está mecanicamente; 2) Conseguir a máxima documentação possível, como manuais, esquemas elétricos, de lubrificação etc; 3) Conhecer máquinas similares que foram atualizadas e saber sobre os resultados; 4) Buscar referências da empresa de retrofitting; 5) Não se iludir apenas com o preço de CNC, motores e acionamentos; 6) Exigir da empresa de retrofitting documentação sobre os equipamentos que foram instalados, bem como o processo de adaptação; 7) Treinar técnicos de manutenção e operadores que irão trabalhar na máquina reformada, 8) Definir o responsável pela "nova" máquina: o dono do equipamento ou a empresa que fez o retrofitting. Nunca transferir esta responsabilidade para os fornecedores dos dispositivos instalados.
|
||||||||
| | Home | Empresa | Parceiros | Contato | Notícias | Mat. Técnicas | Al. Caiapós, 596 - Tamboré • CEP: 06460-110 • Barueri - São Paulo - Brasil Tel.: (11) 4191-4771 • Fax: (11) 4191-4919 © CopyRight - Todos os Direitos Reservados - MCS Engenharia Ltda. |
||||||||||